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| (Famosos Maçons e Anti-Maçons à esquerda e à direita, respectivamente) |
Hoje, é com tristeza que vejo colegas de partido que muito prezo embarcarem na caça às bruxas maçónica que tem vindo a decorrer nos últimos dias. Com laivos de suspeição que nos remetem para tempos ou lugares mais intolerantes e menos livres.
Durante anos, os militantes do CDS-PP demarcaram-se dos demais partidos democráticos através do mérito e da nobreza da sua acção política. Com sucesso desmentiam a intolerância comunista que insistentemente nos designava de fascistas desde a fundação.
Hoje, alguns notáveis do CDS-PP estão paradoxalmente desse lado, pelo bem da "transparência" que outrora ajudou a perseguir "homens livres e de bons costumes".
Até hoje sabia ter amigos maçons e não-maçons. Hoje todos parecemos ter também amigos anti-maçons. Sinais dos tempos e de uma crise que nos demonstra novamente a necessidade humana de um culpado físico onde podemos, de dedo em riste, acusar e responsabilizar pelo insucesso das nossas metas. Ocultando assim a nossa apatia, o nosso demérito e a nossa miséria.
Secreta parece ser a razão por esta atracção doentia pelo alheio e pelo privado.
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Alguns exemplos:
- "É importante que as pessoas declarem se são ou não da Maçonaria" - José Ribeiro e Castro
- "A Maçonaria e a Maioria" - Filipe Anacoreta Correia
- "Uma sina de mediocridade" - João Távora

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