Comentários em: Antropofobia judaica e o manifesto à união http://meninorabino.wordpress.com/2008/11/03/antropofobia-judaica/ um blog de Marco Moreyra Thu, 06 Nov 2008 13:32:46 +0000 http://wordpress.com/ hourly 1 Por: Duarte Sousa http://meninorabino.wordpress.com/2008/11/03/antropofobia-judaica/#comment-127 Duarte Sousa Thu, 06 Nov 2008 13:32:46 +0000 http://meninorabino.wordpress.com/?p=663#comment-127 De facto há que lamentar essa divisão no seio da comunidade judaica. Por isso devemo-nos interrogar sobre quais são os factores fundamentais que levam a tal segregação entre os próprios judeus. Serão as diferentes interpretações da religião judaica? Ou será a própria religião judaica a fonte dessa segregação? Pessoalmente, sempre achei que a cultura judaica é muito mais do que uma questão religiosa. Existem outras dimensões a ter em conta, nomeadamente: a herança genética, a língua, a escrita, a música, a filosofia, uma história riquíssima, os valores da igualdade, justiça, liberdade e claro, uma incessável sede de conhecimento e busca pela verdade (mesmo que tal ponha em causa certos dogmas religiosos). Esses deviam ser factores mais do que suficientes para unir o povo judaico. Por isso pergunto: Até que ponto é a religião uma fonte de conhecimento verdadeiro e útil para os judeus? Sempre considerei determinadas crenças judaicas como um produto da mitologia. Refiro-me não apenas à ideia de criacionismo divino, mas também a outras passagens da Torah, que nos remetem para determinados acontecimentos sobrenaturais (ou trancendentais se assim o preferir) na história do povo judeu. O mesmo se aplica a certas crenças cristãs e islâmicas. A propósito desta questão, acho muito curioso que alguns padres ensinem hoje aos seus crentes que o Bereshit deve ser entendido como um texto mitológico, enquanto que a ideia de Jesus ter sido filho de uma virgem, de ter feito milagres, de ter morrido e ressuscitado é algo que deve ser tido como sacrossanto, e portanto, inquestionável. Será então racional acreditar sem qualquer base de fundamentação científica que um certo deus enviou o seu filho à terra para uma missão suicida, que este sofreu e não sofreu simultaneamente (dado que ele e esse mesmo deus são supostamente a mesma entidade) e que ainda ressuscitou? Isto faz algum sentido? Há quem diga que sim. Mas quem acredita inteiramente na história de Jesus não pode igualmente, por uma questão de coerência lógica, negar que Maomé foi o último profeta desse deus. Os argumentos invocados para negar tal crença serão fatais também para a crença cristã. O mesmo raciocínio poderá ser aplicado à diferença entre as crenças politeístas e monoteístas. Que provas temos nós para rejeitar vários deuses quando nós mesmos acreditamos num, ou vice-versa? Afinal de contas, estamos aqui a falar de um conjunto de crenças que se baseiam em proposições fanstásticas, que pelo seu carácter transcendental nem sequer são passíveis de ser testadas. Mas será que ao não acreditarmos em certas crenças religiosas, inclusivamente na crença de que existe um deus supremo, deveremos rejeitar todos os ensinamentos do Judaísmo ou de outras religiões? Será que é possível adaptar as religiões ao conhecimento moderno? Ou será que é aceitável reescrever determinados textos religiosos de forma coerente com a Ciência e os princípios da democracia, do humanismo e, inclusivamente, do ecologismo? Talvez uma nova religião, plenamente compactível com o conhecimento científico e com os princípios que aqui referi seja aquilo que falta para unir a nossa sociedade. Ou talvez baste apenas uma boa educação moral. Shalom De facto há que lamentar essa divisão no seio da comunidade judaica. Por isso devemo-nos interrogar sobre quais são os factores fundamentais que levam a tal segregação entre os próprios judeus. Serão as diferentes interpretações da religião judaica? Ou será a própria religião judaica a fonte dessa segregação?

Pessoalmente, sempre achei que a cultura judaica é muito mais do que uma questão religiosa. Existem outras dimensões a ter em conta, nomeadamente: a herança genética, a língua, a escrita, a música, a filosofia, uma história riquíssima, os valores da igualdade, justiça, liberdade e claro, uma incessável sede de conhecimento e busca pela verdade (mesmo que tal ponha em causa certos dogmas religiosos).

Esses deviam ser factores mais do que suficientes para unir o povo judaico.

Por isso pergunto: Até que ponto é a religião uma fonte de conhecimento verdadeiro e útil para os judeus?

Sempre considerei determinadas crenças judaicas como um produto da mitologia. Refiro-me não apenas à ideia de criacionismo divino, mas também a outras passagens da Torah, que nos remetem para determinados acontecimentos sobrenaturais (ou trancendentais se assim o preferir) na história do povo judeu.

O mesmo se aplica a certas crenças cristãs e islâmicas. A propósito desta questão, acho muito curioso que alguns padres ensinem hoje aos seus crentes que o Bereshit deve ser entendido como um texto mitológico, enquanto que a ideia de Jesus ter sido filho de uma virgem, de ter feito milagres, de ter morrido e ressuscitado é algo que deve ser tido como sacrossanto, e portanto, inquestionável.

Será então racional acreditar sem qualquer base de fundamentação científica que um certo deus enviou o seu filho à terra para uma missão suicida, que este sofreu e não sofreu simultaneamente (dado que ele e esse mesmo deus são supostamente a mesma entidade) e que ainda ressuscitou? Isto faz algum sentido?

Há quem diga que sim. Mas quem acredita inteiramente na história de Jesus não pode igualmente, por uma questão de coerência lógica, negar que Maomé foi o último profeta desse deus. Os argumentos invocados para negar tal crença serão fatais também para a crença cristã.

O mesmo raciocínio poderá ser aplicado à diferença entre as crenças politeístas e monoteístas. Que provas temos nós para rejeitar vários deuses quando nós mesmos acreditamos num, ou vice-versa?

Afinal de contas, estamos aqui a falar de um conjunto de crenças que se baseiam em proposições fanstásticas, que pelo seu carácter transcendental nem sequer são passíveis de ser testadas.

Mas será que ao não acreditarmos em certas crenças religiosas, inclusivamente na crença de que existe um deus supremo, deveremos rejeitar todos os ensinamentos do Judaísmo ou de outras religiões? Será que é possível adaptar as religiões ao conhecimento moderno? Ou será que é aceitável reescrever determinados textos religiosos de forma coerente com a Ciência e os princípios da democracia, do humanismo e, inclusivamente, do ecologismo?

Talvez uma nova religião, plenamente compactível com o conhecimento científico e com os princípios que aqui referi seja aquilo que falta para unir a nossa sociedade. Ou talvez baste apenas uma boa educação moral.

Shalom

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Por: eliezer shai http://meninorabino.wordpress.com/2008/11/03/antropofobia-judaica/#comment-126 eliezer shai Thu, 06 Nov 2008 08:14:39 +0000 http://meninorabino.wordpress.com/?p=663#comment-126 Não faz mal, o resto do artigo é muito bom, triste mas bom... Não faz mal, o resto do artigo é muito bom, triste mas bom…

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Por: Marco Moreyra http://meninorabino.wordpress.com/2008/11/03/antropofobia-judaica/#comment-125 Marco Moreyra Wed, 05 Nov 2008 21:29:14 +0000 http://meninorabino.wordpress.com/?p=663#comment-125 Sendo assim vou corrigir no artigo... Sendo assim vou corrigir no artigo…

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Por: Marco Moreyra http://meninorabino.wordpress.com/2008/11/03/antropofobia-judaica/#comment-124 Marco Moreyra Wed, 05 Nov 2008 21:25:44 +0000 http://meninorabino.wordpress.com/?p=663#comment-124 <strong>Oy vavoy!</strong> Pensei que se escrevia com "het" (ou chet) em vez de "hey"... curiosamente costumo usar "h" somente para o som gutural do "het", mas influenciado pela maioria luso-brasileira escrevi assim!!! Estava mesmo convencido que era LASHON CHARÁ! <strong>Ups!</strong> Pelo menos aprendi a dizer (mais) um palavrão em hebraico. hehehe Abraço Oy vavoy!

Pensei que se escrevia com “het” (ou chet) em vez de “hey”… curiosamente costumo usar “h” somente para o som gutural do “het”, mas influenciado pela maioria luso-brasileira escrevi assim!!! Estava mesmo convencido que era LASHON CHARÁ! Ups!

Pelo menos aprendi a dizer (mais) um palavrão em hebraico. hehehe

Abraço

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Por: eliezer shai http://meninorabino.wordpress.com/2008/11/03/antropofobia-judaica/#comment-123 eliezer shai Wed, 05 Nov 2008 21:08:00 +0000 http://meninorabino.wordpress.com/?p=663#comment-123 triste verdade... De qualquer forma é Lashon haRa e não Lashon Chara (Chara seria a fonetica da palavra merda em hebraico, ou seja queria dizer Lingua de Merda e não Má Lingua!) triste verdade…
De qualquer forma é Lashon haRa e não Lashon Chara (Chara seria a fonetica da palavra merda em hebraico, ou seja queria dizer Lingua de Merda e não Má Lingua!)

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Por: Embaixada de Portugal http://meninorabino.wordpress.com/2008/11/03/antropofobia-judaica/#comment-122 Embaixada de Portugal Wed, 05 Nov 2008 13:28:05 +0000 http://meninorabino.wordpress.com/?p=663#comment-122 http://embaixada-portugal-brasil.blogspot.com/2008/11/palestras-sobre-diplomatas-portugus-e.html http://embaixada-portugal-brasil.blogspot.com/2008/11/palestras-sobre-diplomatas-portugus-e.html

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