
Nesta foto de Israel Bardugo, podem-se ver os Judeus de Kinshasa, no Congo, a rezar o serviço nocturno de Arvit logo após o final do Yom Kipur.
Uma imagem semelhante à de todas as outras sinagogas em todo mundo, apesar da piada clássica sobre as sinagogas reformistas (¹). A grande diferença será que nesta sinagoga, como todas as do movimento Chabad-Lubavitch, os congregantes não tiveram de pagar bilhete para participar nos serviços religiosos, ao contrário da grande maioria nos Estados Unidos e Europa.
Ninguém sabe ao certo como começou esta “moda” de cobrar bilhetes para os Yamim Noraim (²), mas os responsáveis deste movimento hassidico tem a explicação para que não se pague. É simples, um Judeu não deve pagar para rezar, afinal de contas é o seu papel! Um Judeu “pertence” à sinagoga durante estes dias, seja qual for a afiliação ou condição social.
Há quem diga que a “moda” de cobrar bilhetes nestes dias se deve ao facto deste ser o único dia que a grande maioria da comunidade judaica global vai à sinagoga. Uma vez que não tem a “oportunidade” de fazer tzedakah (³) noutra altura, criou-se esta forma de dar este privilégio aos Judeus mais “baldas” da sinagoga.
Será que a moda pega em Lisboa? Eu, confesso que ouvi por trás de mim alguém dizer no fim do serviço “Então até p’ro ano”.
PS: Na brilhante série de Larry David “Curb your Enthusiasm”, fizeram uma paródia sobre a dinâmica da venda de bilhetes para Yamim Noraim. O movimento Chabad-Lubavitch aproveitou a deixa. Assistam aqui
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(¹) A piada reza assim: “Que diz à porta de um templo reformista nos Yamim Noraim?” Resposta: “Fechado para férias”
(Os Judeus reformistas costumam chamar as sinagogas de templo)
(²) ‘Grandes Festas’ ou literalmente ‘Dias de Temor’
(Yom Kippur e Rosh Hashaná)
(³) contribuição monetária para caridade/justiça
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