Comentários em: O fim do capitalismo? http://meninorabino.wordpress.com/2008/10/09/o-fim-do-capitalismo/ um blog de Marco Moreyra Thu, 06 Nov 2008 13:32:46 +0000 http://wordpress.com/ hourly 1 Por: Duarte Sousa http://meninorabino.wordpress.com/2008/10/09/o-fim-do-capitalismo/#comment-113 Duarte Sousa Wed, 15 Oct 2008 02:20:52 +0000 http://meninorabino.wordpress.com/?p=621#comment-113 Ups! Lamento os erros de ortografia! Só agora reparei! É o que dá dormir pouco! Ups! Lamento os erros de ortografia! Só agora reparei! É o que dá dormir pouco!

]]>
Por: Duarte Sousa http://meninorabino.wordpress.com/2008/10/09/o-fim-do-capitalismo/#comment-112 Duarte Sousa Wed, 15 Oct 2008 02:16:53 +0000 http://meninorabino.wordpress.com/?p=621#comment-112 Acho irónico ver como alguns dos defensores mais acerrados do capitalismo selvagem, vêm agora apelar a uma intervenção do Estado na Economia, nem que esta se limite apenas a uma mera injecção de capital como solução temporária. Está visto que uma Economia sem a intervenção do Estado tende a tornar-se num ninho de especulação e de deterioração dos condições de vida da maioria da população. Quanto à perda de hegemonia por parte dos EUA, concordo com a análise de E.Mucznik. No entanto há que ter em conta que apesar desses países registarem taxas de crescimento económico bastante vigorosas, os níveis de desenvolvimento mantém-se baixos. Isto, porque o conceito, para além dos aspectos da dimensão, por norma abrange também factores de ordem social, política e ambiental. " A instabilidade é uma das consequências inevitáveis da liberdade e do desenvolvimento económico. Mas talvez esta crise marque o fim de um ciclo e de um modelo económico assente na completa desregulação dos mercados. Talvez esta crise seja também uma oportunidade para reflectir e corrigir o desajustamento notório entre a universalidade dos mercados, entre um capitalismo mundializado e os instrumentos políticos tradicionais assentes no estreito quadro nacional." Easier said than done. Para haver uma verdadeira regulação económica a nível seria ideal que todos os países os países cumprissem regras idênticas. Por exemplo, nos EUA e na UE temos assistido a um aumento da taxa de desemprego e destruição de empresas, sobretudo de pequena e média dimensão, pelo simples facto de que em países como a China, os trabalhadores estão sujeitos a salários bastante mais reduzidos (o que atrai bastante às empresas estrangeiras) e por outro lado, as empresas nacionais, que aproveitam-se destas e de outras oportunidades económicas que derivam de uma maior flexibilidade a nível da política cambial, alfandegária, monetária e orçamental conseguem competir em condições bastante mais favoráveis. Um outro problema suscitado pelo crescimento vertiginoso sdestes países é precisamente o aumento da inflação, pois a procura por parte destes países, não sendo correspondido por um aumento da oferta gera um agravamento dos preços dos bens e serviços. Claro que os agentes terem consciência deste facto, tornam-se especuladores, e são precisamente os novos produtos e mecanismos financeiros que possibilitam ainda mais esta situação. A inflação aumenta, e o BCE, face aos limites impostos, vê-se obrigado a aumentar as taxas de juro de modo a contrariar esta tendência. A questão é: até que ponto aguentarão os consumidores suportar estas taxas de juro? Sem dúvida que face a estas condições, muitos vêem-se impossibilitados de pagar os seus empréstimos, o que em seguida conduz a uma falta de liquidez por parte de alguns bancos (e nalguns casos, chegaram a falir inclusivamente). Como se não bastasse, existem muitos mais variáveis a acrescentar ao funcionamento da nossa Economia. O problema par aos economistas é mesmo esse. São tantas as variáveis, que é dificl conceber um modelo económico decisisvo e universal, sobretudo quando os vários paises seguem normas e dinâmicas de funcionamento completamente distintas. " Entre Março e Abril de 2008, um estudo mundial levado a cabo em 24 países pelo Pew Research Center revelava que o sentimento antijudaico e anti-islâmico tinha aumentado em grande parte dos países europeus, relativamente a anos anteriores - exceptuando a Grã-Bretanha -, atingindo o seu máximo em Espanha (46 e 52 por cento de opiniões negativas relativamente a judeus e muçulmanos respectivamente)" Em relação a essa matéria, creio que os espanhóis sempre foram um país com forte tradição católica, o que por norma, está associado a um sentimento de antisemitismo. Basta ler o Novo Testamento e estudar um pouco a História da Igreja Católica para se perceber de onde provém esse sentimento. Afinal de contas trata-se de um país onde foi cometido um genocídio gradual contra o judeus até ao século XIX. Os episódios mais marcantes desta perseguição terão sido talvez os massacres em Toledo (no ano de 1355), e em Palma de Maiorca (no ano de 1391), sendo que no primeiro terão morrido cerca de 12 mil judeus, enquanto que no segundo, esse número ascendeu aos 50 mil!! É certo que terão existido razões de ordem económica e social (pobreza, ignorância, doenças), mas a base para este ódio contra os judeus provém da essência da religião católica. Ora, aqueles que ainda hoje manifestam esse tipo de comportamento não são mais do que a continuidade dos ignorantes selvagens de há séculos atrás. Felizmente a maioria dos judeus, têm vindo a tornar-se cada vez mais progressistas, sendo que grande grande assume hoje uma postura claramente secularista, sobretudo em países como os EUA e Israel. Outro facto que também conduz a uma maior assimilação dos judues, é a conversão à religião dominantes nos países onde estão integrados. Nos EUA por exemplo, o número de judeus convertidos ao Cristianismo tem infelizmente aumentado anualmente. Em Portugal e Espanha esta conversão foi forçada, e o facto é que muitos portugueses ignoram as suas raízes hebraicas. Uma verdadeira lástima. Agora quanto aos muçulmanos, a coisa muda de figura. Enquantos que a maioria dos cristãos e judeus têm ignorado algumas das mensagens violentas dos seus textos religiosos, tal já não se verifica na maioria dos países islâmicos. Enquanto que cristãos e judeus foram abrindo-se gradualmente a um maior espírito humanista e científico (chegando ao ponto de questionarem as suas crenças religiosas), as sociedades islâmicas pouco mudaram de há uns século para cá, a não ser a nível económico e tecnológico. Os inúmeros actos terroristas praticados por muçulmanos, que apesar derivarem em certa medida das determinantes políticas e económicas, são acima de tudo um reflexo das suas crenças teológicas. Da mesma forma que os cristãos recorreram à Biblia para justificarem o seu ódio e violência para com os judeus há uns séculos atrás, o mesmo sucede no caso dos muçulmanos, mas desta feita, com contornos algo diferentes. Claro, que existem muçulmanos "moderados", mas tal estatuto só é possível de alcançar, ignorando-se determinadas passagens do Al Koran. O mesmo dir-se-á em relação à Torah e ao Novo Testamento. A diferença actual é que os cristão e judeus já evoluiram nesse sentido. Foram ignorando aquilo que hoje se considera pouco razoável (como apedrejar mulheres adúlteras ou pessoas de outros credos), apesar de muitos ainda manterem determindas crença infundadas. " O que faz a força da ideia ocidental é a liberdade, a democracia, os direitos humanos, a igualdade perante a lei. Nem sempre isso foi uma constante da história, mas esses são, entre outros, os princípios que lhe deram origem e que nos regem hoje." Será possível implantar esse valores nos países muçulmanos de forma pacífica? Parece-me dificil, pois tais liberdades contrariam claramente a crença islâmica. Talvez tais mudanças sejam possíveis, se efectuadas de forma gradual e discreta. É preciso afastar aquelas sociedades da sua religião através da propagação de formas de pensar mais racionais, seja a nível científico, económico, social, político etc. Esta afirmação pode parecer áspera para aqueles que defendem a liberdade religiosa, mas em meu entender quando determinadas crenças religiosas interferem de forma negativa com o funcionamento democrático e progressivo das sociedades, a religião em causa deverá ser eliminada. E já que falamos de liberdade religiosa e de crentes moderados, sugiro ao Marco que leia "O Fim da Fé" de Sam Harris. Shalom Acho irónico ver como alguns dos defensores mais acerrados do capitalismo selvagem, vêm agora apelar a uma intervenção do Estado na Economia, nem que esta se limite apenas a uma mera injecção de capital como solução temporária.

Está visto que uma Economia sem a intervenção do Estado tende a tornar-se num ninho de especulação e de deterioração dos condições de vida da maioria da população.

Quanto à perda de hegemonia por parte dos EUA, concordo com a análise de E.Mucznik. No entanto há que ter em conta que apesar desses países registarem taxas de crescimento económico bastante vigorosas, os níveis de desenvolvimento mantém-se baixos.
Isto, porque o conceito, para além dos aspectos da dimensão, por norma abrange também factores de ordem social, política e ambiental.

” A instabilidade é uma das consequências inevitáveis da liberdade e do desenvolvimento económico. Mas talvez esta crise marque o fim de um ciclo e de um modelo económico assente na completa desregulação dos mercados. Talvez esta crise seja também uma oportunidade para reflectir e corrigir o desajustamento notório entre a universalidade dos mercados, entre um capitalismo mundializado e os instrumentos políticos tradicionais assentes no estreito quadro nacional.”

Easier said than done.

Para haver uma verdadeira regulação económica a nível seria ideal que todos os países os países cumprissem regras idênticas.

Por exemplo, nos EUA e na UE temos assistido a um aumento da taxa de desemprego e destruição de empresas, sobretudo de pequena e média dimensão, pelo simples facto de que em países como a China, os trabalhadores estão sujeitos a salários bastante mais reduzidos (o que atrai bastante às empresas estrangeiras) e por outro lado, as empresas nacionais, que aproveitam-se destas e de outras oportunidades económicas que derivam de uma maior flexibilidade a nível da política cambial, alfandegária, monetária e orçamental conseguem competir em condições bastante mais favoráveis.

Um outro problema suscitado pelo crescimento vertiginoso sdestes países é precisamente o aumento da inflação, pois a procura por parte destes países, não sendo correspondido por um aumento da oferta gera um agravamento dos preços dos bens e serviços.
Claro que os agentes terem consciência deste facto, tornam-se especuladores, e são precisamente os novos produtos e mecanismos financeiros que possibilitam ainda mais esta situação.

A inflação aumenta, e o BCE, face aos limites impostos, vê-se obrigado a aumentar as taxas de juro de modo a contrariar esta tendência.

A questão é: até que ponto aguentarão os consumidores suportar estas taxas de juro? Sem dúvida que face a estas condições, muitos vêem-se impossibilitados de pagar os seus empréstimos, o que em seguida conduz a uma falta de liquidez por parte de alguns bancos (e nalguns casos, chegaram a falir inclusivamente).

Como se não bastasse, existem muitos mais variáveis a acrescentar ao funcionamento da nossa Economia. O problema par aos economistas é mesmo esse. São tantas as variáveis, que é dificl conceber um modelo económico decisisvo e universal, sobretudo quando os vários paises seguem normas e dinâmicas de funcionamento completamente distintas.

” Entre Março e Abril de 2008, um estudo mundial levado a cabo em 24 países pelo Pew Research Center revelava que o sentimento antijudaico e anti-islâmico tinha aumentado em grande parte dos países europeus, relativamente a anos anteriores – exceptuando a Grã-Bretanha -, atingindo o seu máximo em Espanha (46 e 52 por cento de opiniões negativas relativamente a judeus e muçulmanos respectivamente)”

Em relação a essa matéria, creio que os espanhóis sempre foram um país com forte tradição católica, o que por norma, está associado a um sentimento de antisemitismo. Basta ler o Novo Testamento e estudar um pouco a História da Igreja Católica para se perceber de onde provém esse sentimento.
Afinal de contas trata-se de um país onde foi cometido um genocídio gradual contra o judeus até ao século XIX. Os episódios mais marcantes desta perseguição terão sido talvez os massacres em Toledo (no ano de 1355), e em Palma de Maiorca (no ano de 1391), sendo que no primeiro terão morrido cerca de 12 mil judeus, enquanto que no segundo, esse número ascendeu aos 50 mil!!

É certo que terão existido razões de ordem económica e social (pobreza, ignorância, doenças), mas a base para este ódio contra os judeus provém da essência da religião católica.

Ora, aqueles que ainda hoje manifestam esse tipo de comportamento não são mais do que a continuidade dos ignorantes selvagens de há séculos atrás.

Felizmente a maioria dos judeus, têm vindo a tornar-se cada vez mais progressistas, sendo que grande grande assume hoje uma postura claramente secularista, sobretudo em países como os EUA e Israel.

Outro facto que também conduz a uma maior assimilação dos judues, é a conversão à religião dominantes nos países onde estão integrados. Nos EUA por exemplo, o número de judeus convertidos ao Cristianismo tem infelizmente aumentado anualmente.

Em Portugal e Espanha esta conversão foi forçada, e o facto é que muitos portugueses ignoram as suas raízes hebraicas. Uma verdadeira lástima.

Agora quanto aos muçulmanos, a coisa muda de figura. Enquantos que a maioria dos cristãos e judeus têm ignorado algumas das mensagens violentas dos seus textos religiosos, tal já não se verifica na maioria dos países islâmicos.

Enquanto que cristãos e judeus foram abrindo-se gradualmente a um maior espírito humanista e científico (chegando ao ponto de questionarem as suas crenças religiosas), as sociedades islâmicas pouco mudaram de há uns século para cá, a não ser a nível económico e tecnológico.

Os inúmeros actos terroristas praticados por muçulmanos, que apesar derivarem em certa medida das determinantes políticas e económicas, são acima de tudo um reflexo das suas crenças teológicas.

Da mesma forma que os cristãos recorreram à Biblia para justificarem o seu ódio e violência para com os judeus há uns séculos atrás, o mesmo sucede no caso dos muçulmanos, mas desta feita, com contornos algo diferentes.

Claro, que existem muçulmanos “moderados”, mas tal estatuto só é possível de alcançar, ignorando-se determinadas passagens do Al Koran.

O mesmo dir-se-á em relação à Torah e ao Novo Testamento. A diferença actual é que os cristão e judeus já evoluiram nesse sentido. Foram ignorando aquilo que hoje se considera pouco razoável (como apedrejar mulheres adúlteras ou pessoas de outros credos), apesar de muitos ainda manterem determindas crença infundadas.


O que faz a força da ideia ocidental é a liberdade, a democracia, os direitos humanos, a igualdade perante a lei. Nem sempre isso foi uma constante da história, mas esses são, entre outros, os princípios que lhe deram origem e que nos regem hoje.”

Será possível implantar esse valores nos países muçulmanos de forma pacífica? Parece-me dificil, pois tais liberdades contrariam claramente a crença islâmica.

Talvez tais mudanças sejam possíveis, se efectuadas de forma gradual e discreta. É preciso afastar aquelas sociedades da sua religião através da propagação de formas de pensar mais racionais, seja a nível científico, económico, social, político etc.

Esta afirmação pode parecer áspera para aqueles que defendem a liberdade religiosa, mas em meu entender quando determinadas crenças religiosas interferem de forma negativa com o funcionamento democrático e progressivo das sociedades, a religião em causa deverá ser eliminada.

E já que falamos de liberdade religiosa e de crentes moderados, sugiro ao Marco que leia “O Fim da Fé” de Sam Harris.

Shalom

]]>
Por: The Celeb Buzz » Blog Archive » O Fim Do Capitalismo? http://meninorabino.wordpress.com/2008/10/09/o-fim-do-capitalismo/#comment-110 The Celeb Buzz » Blog Archive » O Fim Do Capitalismo? Fri, 10 Oct 2008 14:26:48 +0000 http://meninorabino.wordpress.com/?p=621#comment-110 [...] Esta frase é citada no livro O Mundo pós-Americano de Fareed Zakaria , recentemente editado pela Gradiva, como prelúdio à questão: será que a história também vai acontecer aos Estados Unidos? Ou, dito de outra maneira, será que, …[Continue Reading] [...] [...] Esta frase é citada no livro O Mundo pós-Americano de Fareed Zakaria , recentemente editado pela Gradiva, como prelúdio à questão: será que a história também vai acontecer aos Estados Unidos? Ou, dito de outra maneira, será que, …[Continue Reading] [...]

]]>