Nos quatro dias de glória da Convenção Democrata não se falava de outra coisa senão Obama e Mudança. O “messias” democrata levou o seu rebanho ao nirvana com a retórica de Biden, Clinton e Ca. A máquina estava bem oleada e era arrasadora e irresistível para com os crentes da mudança. Uma mudança que os americanos poderiam Crer como uma fé. Perfeita, ou quase.

McCain, com um nome, arrasou por completo o hipnotismo político de Obama e seus acérrimos apoiantes. Anunciada sexta-feira logo após a Convenção Democrata, a escolha de Sarah Palin, Governadora do Alaska, para Vice-Presidente dos Repúblicanos, seca por completo o sucesso dos democratas.
18 milhões de democratas queriam uma mulher na Casa Branca e eis que é o republicano John McCain que lhes dá essa possibilidade.
Ao contrário da escolha de Biden nos democratas, que é uma clara escolha do aparelho e que serve essencialmente para colmatar a falta de experiência notória de Obama, McCain volta a ser igual a si próprio e transpira a imagem pragmática de uma mudança real sem recorrer a “messianismos” políticos.
Sarah Palin é fresca, perseverante, trabalhadora, coerente… uma fonte de virtudes no seio da conspiratória e falsa-moralista política americana.
Mãe de cinco filhos, o mais velho de 18 alistou-se para o Iraque e o mais novo sofre de Síndroma de Down. Palin decidiu escolher a vida, mesmo sabendo das suas condições clínicas ainda a tempo de escolher abortar. É uma activista Pró-vida, defensora do uso de armas para defesa pessoal e mais do que isso; é alguém que os americanos imaginam ter como vizinho, a fazer as compras e a mudar as fraldas dos filhos. É uma americana real e o símbolo da força “maverick”.
Com esta jogada de mestre, McCain consegue colmatar as suas lacunas e volta ele próprio a ficar fresco numa luta cada vez mais renhida. Volta a lutar pelo eleitorado feminino, o eleitorado trabalhador e o eleitorado evangélico, para não falar no poderoso “lobby” das armas.
Nada mau para um velhote!
2 respostas até agora ↓
eliezer shai // 2 Setembro 2008 às 11:15 am |
Optimo, esta senhora é uma grande escolha, é mulher (que não digam que a direita é machista) é de direita e é pro-Israel! Aqui vai um video com uma entrevista onde também fala do que acha de Israel, veja só que no seu escritorio tem uma banderinha de Israel.
Abraço.
http://alaskapodshow.com/index.php/2008/02/20/my-visit-to-juneau-alaska/
Duarte Sousa // 4 Setembro 2008 às 3:09 pm |
John McCain representa uma maior segurança para Israel, mas, infelizmente, o governo de Israel, liderado pelo Sr. Ehud Olmert, parece decidido a ceder parte do seu território a terroristas árabes.
Pergunto-me: vale a pena lutar por Israel nestas condições? O que é que pretendem os israelitas? E caberá a este PM tomar este tipo de decisões, sobretudo agora que está em vias de abandonar o cargo que ocupa?
Pessoalmente, preferia que não ouvesse nenhum estado palestiniano. Afinal de contas quem são essas pessoas que se consideram como palestinianos? Não são nada mais do que descendentes de jordanos, egípcios, sírios e libaneses.
E não nos esqueçamos que “Palestina” é apenas o nome atribuído pelo Imperador Tito ao território de Israel, após o ter conquistado definitivamente.
Contudo, não quero com isto dizer que esta gente não tenha direito a habitar em solo israelita, uma vez que muitos dos seus antepassados já lá habitavam. Apenas desejo que as fronteiras passem a ter uma nova fronteira.
A meu ver o grande erros das forças israelitas foi precisamente tratar os civis árabes como se todos fossem alvos militares. Essas pessoas deviam ter sido incluídas como cidadãos israelitas.
Bem sei que as autoridades palestianianas colaboraram com os nazis e cometeram alguns massacres contra civis judeus, mas tanto os árabes como os judeus deviam considerar-se como dois povos irmãos. Afinal de contas não são ambos os decendentes de Ismael e Isaac? A própria genética comprova que de facto existe uma ligação muito próxima entre judeus e árabes.
O ideal seria gerar no seio da comunidade árabe o sentimento de que os judeus são o povo irmão, afastado e ferido pela 2ª GM, que merece o seu espaço na terra de onde provém, e que deve ser protegido, pois certamente seria essa a vontade dos seus antepassados, incluindo Abraão (Ibrahim).
Isto pode parecer muito utópico, mas o meu sonho é ver uma Sefarad que se estenda desde a Turquia, passando pela Síria, Líbano, Israel, Jordânia, Egipto, Algéria e Marrocos, e culminando em Portugal e Espanha.
Por fim, de preferência, estariam todos ligados à UE, e portanto regidos por uma constituição única. A estes países poderia ainda juntar-se obviamente a Arábia Saudita, o Iraque e Irão.
Haverá vontade para isto? Ou será que este tipo de sonhos nem passa pela cabeça dos europeus, dos árabes, dos israelitas ou dos americanos?
Shalom