
A localização da embaixada de Israel em Lisboa é simplesmente anedótica! Convenhamos que um país com os problemas e inimigos que Israel tem não deveria ter a sua embaixada num apartamento no centro residencial da cidade.
A vizinhança e lojistas queixam-se (e com razão) desta situação, agravada desde o corte da Rua António Enes por questões de segurança. Queixam-se de “viverem num bunker” e pedem que esta situação se resolva com a maior celeridade possível.
Mas quem pode ajudar esta gente sair deste “bunker” israelita?!
Claro está, “o Bloco não pára” como o slogan da sua propaganda verânica e eis que Heitor de Sousa do grupo municipal do partido está de pedra e cal no local a marcar posição tal como um bull terrier sem as vacinas em dia. Isto é, raivoso, implacável e irracional! (clássico)
«Isto é uma via pública e os cidadãos não têm liberdade de circulação. É inaceitável e incompreensível»
Quanto ao inaceitável tenho que admitir que a situação não deixa margem para outra qualificação, agora incompreensível?! Será que este senhor já se deu conta das ameaças constantes anti-semitas e anti-sionistas com que as embaixadas israelitas lidam em TODO MUNDO?!
De facto só o Bloco para se preocupar e resolver os “verdadeiros problemas” dos cidadãos de Lisboa…
Como Israel é um país que não está a nadar em dinheiro, proponho que o Bloco faça uma grande petição e uma propaganda ao donativo para que a embaixada de Israel se mude para o Restelo… bem ao lado da embaixada do Irão.
Afinal de contas, longe da vista longe do coração.
4 respostas até agora ↓
radicali // 18 Agosto 2008 às 10:56 pm |
Para quem se diz de esquerda, vejo a malta do bloco muitas vezes com posições “extrema”mente à direita.
Detesto esta ideologia do defender os “mais fracos” quando se trata do conflito israelo-árabe (e em outras ocasiões também). Acho que este pessoal devia eliminar o anti-semitazinho dentro de si antes de se afirmar de esquerda sequer!
Ainda não os vi a pronunciarem-se sobre a invasão russa da geórgia…
Duarte Sousa // 19 Agosto 2008 às 12:42 am |
Haja paciência para algumas pessoas e ideias do Bloco de Esquerda.
Offtopic –
Em relação a Israel, pelo que oiço dizer, paira no ar a possibilidade de um ataque ao Irão, caso não se consiga atingir uma solução para a questão nuclear.
O mesmo poderá acontecer no Líbano. O grupo armado Hizbullah tem neste momento apontados mais de 40.000 misseis ao Norte e Centro de Israel e segundo consta está em vias de obter através da Síria e Irão armamento de defesa anti-aérea mais sofisticado.
Esperemos que o governo israelita saiba lidar com estas ameaças. Caso haja uma ofensiva sobre o Líbano, então que seja um ataque definitivo, ie, que coloque um fim sobre o domínio do Hizbullah na região. Os grupos islâmicos radicais que fiquem no Irão (de preferência nem isso).
Israel devia também procurar integrar-se na UE. Como? Bom, primeiro seria necessário que a Turquia conseguisse aderir e posteriomente, a Síria e o Líbano.
Por isso, a meu ver, Israel deveria exercer um esforço no sentido de promover a adesão da Turquia, o que implica fomentar o seu desenvolvimento, não apenas a nível económico, mas também social e político (em prole do secularismo). Julgo que em caso de sucesso, tanto a Síria como o Líbano procurariam candidatar-se à adesão.
E é nesse sentido que Israel deveria operar a sua estratégia.
Quanto à questão dos palestinianos, a meu ver nem sei se merecem um Estado. Estiveram do lado dos nazis e estiveram contra Israel durante a Guerra dos 6 dias. Perderam ambas as guerras e mesmo assim, Israel cedeu-lhes uma parte do seu território.
Agora até libertam os prisioneiros terroristas. Em troca do quê? Nunca fui a favor da negociação com terroristas. Qual é a ideia do Sr. Olmert? Está a contar com a boa vontade do Sr. Abbas? As Fatah são outro grupo terrorista e julgo que nunca chegarão a acordo em relação a Jerusalém. Porquê? Porque do ponto de vista religioso, é uma cidade sagrada para eles.
Sinceramente, a meu ver deveria apenas existir um estado -Israel (talvez seja demasiado idealista). Um estado para os judeus, mas em que haja também espaço para os árabes. Afinal de contas, não são os árabes um povo irmão dos judeus?
Acontece que um dos erros cometidos pelos judeus durante a re-ocupação de Israel foi terem desrespeitado e afastado os civis palestinianos das suas casas, sobretudo após a Guerra dos 6 Dias. Uma opção que claramente contraria aos princípio da disuasão defendidos por Sun Tzu na sua obra “A Arte da Guerra”.
Como tal julgo que os civis palestinianos deveriam ter a possibilidade de retornar às suas casas, desde que ficasse bem definido que estariam a viver em solo israelita.
Porém teremos de nos questionar: Será a expulsão dos árabes fruto de algum receio, para além da sua força militar? Talvez a diferença entre as taxas de crescimento da população árabe e judaica respectivamente explique esse receio.
Israel para ser um estado judaico têm de ter uma população de maioria judaica e ser governado por judeus.
Acontece que os números a esse respeito em pouco favorecem os judeus comparativamente com os árabes e persas.
Como tal, o Estado tem de promover uma política de natalidade a fim de equilibrar as contas em termos populacionais. Seria também desejável que a população judaica se espalhasse em grande número por outros países vizinhos como o Líbano, Síria, Turquia, Egipto entre outros países do Norte de África.
Concomitantemente, Israel deveria também intensificar as suas relações económicas e políticas com estes países, ao ponto de estes se disporem a defender Israel em prole do benefício económico, social e político. É preciso criar dependências e lobbies.
Por último, para evitar confilitos religiosos, convém que os governos desses países adoptem à partida uma ideologia e constituição de carácter secularista, de forma a que todos os respectivos cidadãos sejam (e se sintam) tratados de forma igual perante a Lei. O secularismo, a par do ensino da Ciência e da História (à luz da Ciência e não da religião)será portanto uma forma de promover a interação pacífica e miscigenação entre árabes e judeus.
Acho que esse seria um passo positivo para a reconciliação entre os descendentes de Isaque e Ismael, que nada mais desejariam senão a paz entre ambas as etnias, se hoje estivessem vivos.
Shalom
Duarte Sousa // 19 Agosto 2008 às 1:16 am |
Off topic –
Peço desculpa, mas aproveito para referir que a propósito da questão do secularismo encontrei um video duma palestras de Richard Dawkins no TED (que tem exposto algumas das mentes mais brilhantes deste planeta). Bastante interessante.
http://www.ted.com/index.php/talks/richard_dawkins_on_militant_atheism.html
Se quiser coloque esta discussão noutro tópico.
Marco Moreyra // 19 Agosto 2008 às 9:34 am |
Caro Duarte,
Muito obrigado pelos ‘Off topics’ super-activos e interessantes. Está a contribuir muito para que o blog não seja tão unidireccional. Agrada-me!
Também não conhecia o link! Parece-me ser uma excelente fonte de conhecimento… Quanto ao ‘Culto do Liberalismo’ julgo voltar a escrever em breve, assim que o tempo me permita…
Grande Abraço