MENINO RABINO

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Cheque ao “messias”

31 Agosto 2008 · 2 Comentários

Nos quatro dias de glória da Convenção Democrata não se falava de outra coisa senão Obama e Mudança. O “messias” democrata levou o seu rebanho ao nirvana com a retórica de Biden, Clinton e Ca. A máquina estava bem oleada e era arrasadora e irresistível para com os crentes da mudança. Uma mudança que os americanos poderiam Crer como uma fé. Perfeita, ou quase.

McCain, com um nome, arrasou por completo o hipnotismo político de Obama e seus acérrimos apoiantes. Anunciada sexta-feira logo após a Convenção Democrata, a escolha de Sarah Palin, Governadora do Alaska, para Vice-Presidente dos Repúblicanos, seca por completo o sucesso dos democratas.

18 milhões de democratas queriam uma mulher na Casa Branca e eis que é o republicano John McCain que lhes dá essa possibilidade.

Ao contrário da escolha de Biden nos democratas, que é uma clara escolha do aparelho e que serve essencialmente para colmatar a falta de experiência notória de Obama, McCain volta a ser igual a si próprio e transpira a imagem pragmática de uma mudança real sem recorrer a “messianismos” políticos.

Sarah Palin é fresca, perseverante, trabalhadora, coerente… uma fonte de virtudes no seio da conspiratória e falsa-moralista política americana.

Mãe de cinco filhos, o mais velho de 18 alistou-se para o Iraque e o mais novo sofre de Síndroma de Down. Palin decidiu escolher a vida, mesmo sabendo das suas condições clínicas ainda a tempo de escolher abortar. É uma activista Pró-vida, defensora do uso de armas para defesa pessoal e mais do que isso; é alguém que os americanos imaginam ter como vizinho, a fazer as compras e a mudar as fraldas dos filhos. É uma americana real e o símbolo da força “maverick”.

Com esta jogada de mestre, McCain consegue colmatar as suas lacunas e volta ele próprio a ficar fresco numa luta cada vez mais renhida. Volta a lutar pelo eleitorado feminino, o eleitorado trabalhador e o eleitorado evangélico, para não falar no poderoso “lobby” das armas.

Nada mau para um velhote!

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Há 20 anos…

25 Agosto 2008 · Deixe um comentário

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A Piada fácil

25 Agosto 2008 · Deixe um comentário

Qual o nome ideal para se juntar aos democratas na corrida à presidência dos E.U.A.?

Obama Biden ___________

[Complete o espaço em branco]

 

Barack OBAMA – Presidente

Joe BIDEN – Vice-Presidente

? – Secretário de Estado

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O Culto do Liberalismo (tomo II)

24 Agosto 2008 · 16 Comentários

«(…) as pessoas religiosas, especialmente aquelas que vivem na América e no mundo islâmico estão habituados que seja feito tudo à sua maneira. E são extremamente intolerantes para com os ateus» Richard Dawkins in CNN “Atheists in America”

Será que existem ateus* igualmente intolerantes para com a religião e os dogmas da mesma? Obviamente que sim e não precisamos de ir longe para encontrar um particular exemplo dessa intolerância. Claro está que falo do meu fundamentalista ateu “preferido”.

Richard Dawkins numa das suas muitas palestras em que prefere falar dos defeitos da religião que as virtudes do ateísmo dá uma, muito pessoal, interpretação dos escritos sagrados dos judeus (Torah) e cristãos (Velho Testamento).

Ele dá o exemplo de um castigo aplicado pela profanação do dia sagrado do Shabat a alguém que é encontrado a apanhar lenha no dia de descanço obrigatório. Curiosamente, faz menção que ao longo de todo o livro os hebreus são avisados por D’us, que não deverão fazer qualquer trabalho (em hebraico – melachah) nesse dia. De facto é bem verdade que não só D’us avisa que não poderão fazer qualquer trabalho nesse dia, como deixa bem claro qual o castigo para tal transgressão -  a Morte.

Parece muito duro que D’us Todo-Poderoso e Misericordioso possa aplicar este castigo, principalmente para a compreensão do moderno mundo ocidental. Mas se pensarmos de um ponto de vista pragmático devemos ter  em consideração que os hebreus tinham nessa altura aceite um pacto eterno para com D’us desde a Revelação no Sinai. As “regras do jogo” tinham sido acordadas por ambas as partes e quem não estivesse de acordo poderia sair desse mesmo pacto à partida. Uma lição de democracia.

Mas Dawkins não aprofunda o tema como é seu apanágio. Prefere continuar a sua hipnótica palestra da “Religião e os seus males” sem que certas explicações sejam dadas e contextualizadas.

Mas, certamente que Dawkins também sabe o Judaísmo é uma religião rabínica e não bíblica. Isto é, baseada nas interpretações dos maiores sábios judaicos, ao longo da sua vasta história, da Torah e o restante Tanach (Bíblia Hebraica).

Será que Dawkins deu atenção a alguma dessas interpretações, ou limitou-se a ler um texto que, sem as devidas interpretações, pode transformar a palavra divina em algo arcaico e aterrador?

Declaradamente apesar de académico, escolheu a via mais simples e rápida e deixa as interpretações finais para si próprio. Afinal ele tem sempre razão… certo?!

Rashi (Rabino Shlomo Ytzchaki), o exegeta francês do século XI da Era Comum interpreta a passagem depois de um intenso estudo e leitura da Lei escrita (Torah) e da Lei Oral (Mishná) e sobre os versículo descrito escreve o seguinte:

“Aqueles que o encontraram avisaram-no que parasse de profanar o Shabat, mas este não parou de juntar a lenha mesmo depois de ser encontrado a fazê-lo e ser avisado do seu erro.» Sanhedrin 90a, Sifrei Shelach 55

Acontece que isto é normativo para a Lei Judaica (Halachá), mas Dawkins não achou importante realçar. Preferiu “cómicamente” realçar o “mau humor” de D’us naquele dia:

«D’us não estava para meias-medidas naquele dia»

Também não mencionou que no versículo imediato a este acontecimento, D’us, apesar de ter deixado bem claro – uma vez mais – com o exemplo capital que hebreus que não deveriam trabalhar no Shabat sob pena de morte, ordena aos mesmos que coloquem franjas nos cantos da roupa (tzitzit – recordatórios dos 613 mandamentos) de forma a que estes sem lembrem do cumprimento das mitzvoth (mandamentos – preceitos judaicos).

Recorrendo ao sentimentalismo barato e a um moralismo simplório Dawkins prefere divagar:

«Será que esse pobre apanhador de lenha tinha mulher e filhos para chorar por ele?»

Mas se preferem as interpretações de Dawkins à de Rashi e de todos os grandes comentadores da Torah ao longo dos tempos pergunto: Que ideia estará Dawkins a dar de D’us, do seu Povo e do seu Livro, com a sua interpretação?

Na minha opinião, perguntem a um anti-semita, pois ele certamente terá a resposta.

* REPAREM QUE NÃO GENERALIZEI. AO CONTRÁRIO DO EXEMPLO ANTERIOR DE DAWKINS.

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Sempre atentos

18 Agosto 2008 · 4 Comentários

A localização da embaixada de Israel em Lisboa é simplesmente anedótica! Convenhamos que um país com os problemas e inimigos que Israel  tem não deveria ter a sua embaixada num apartamento no centro residencial da cidade.

A vizinhança e lojistas queixam-se (e com razão) desta situação, agravada desde o corte da Rua António Enes por questões de segurança. Queixam-se de “viverem num bunker” e pedem que esta situação se resolva com a maior celeridade possível.

Mas quem pode ajudar esta gente sair deste “bunker” israelita?!

Claro está, “o Bloco não pára” como o slogan da sua propaganda verânica e eis que Heitor de Sousa do grupo municipal do partido está de pedra e cal no local a marcar posição tal como um bull terrier sem as vacinas em dia. Isto é, raivoso, implacável e irracional! (clássico)

«Isto é uma via pública e os cidadãos não têm liberdade de circulação. É inaceitável e incompreensível» 

Quanto ao inaceitável tenho que admitir que a situação não deixa margem para outra qualificação, agora incompreensível?! Será que este senhor já se deu conta das ameaças constantes anti-semitas e anti-sionistas com que as embaixadas israelitas lidam em TODO MUNDO?!

De facto só o Bloco para se preocupar e resolver os “verdadeiros problemas” dos cidadãos de Lisboa…

Como Israel é um país que não está a nadar em dinheiro, proponho que o Bloco faça uma grande petição e uma propaganda ao donativo para que a embaixada de Israel se mude para o Restelo… bem ao lado da embaixada do Irão.

Afinal de contas, longe da vista longe do coração.

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Venham mais quatro

17 Agosto 2008 · 1 Comentário

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Frases da Semana

17 Agosto 2008 · Deixe um comentário

«Penso que é muito claro que as ambições da Rússia são de restaurar o antigo Império Russo»

Senador John McCain in WIFT-FM Harrisburg

 

«Se alguém acredita que pode impunemente matar os nossos cidadãos, os nossos soldados e oficiais, que são forças de paz, pois jamais permitiremos (…) aquele que tentar receberá uma resposta demolidora»

Presidente Dmitri Medvedev in RIA Novosti (agência oficial)

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Hino ao arrepio

13 Agosto 2008 · Deixe um comentário

Jeremy Tambling tem uma teoria. Dessa teoria escreveu um livro que comecei a ler à pouco entitulado “Opera e a Cultura do Fascismo”.

Não sei se me vai convencer com a sua teoria ou não, mas estou relutante a aceitar que da próxima vez que ouvir “E lucevan le stelle” da opera Tosca de Giacomo Puccini vou imaginar as tropas de Mussollini de braço em riste.

Duvido!

Para que entendam melhor deixo-vos este hino ao arrepio e aposto que não vão pensar em fascismo…

Faixa de 1987 interpretada pelo tenor eslovaco Peter Dvorsky e conduzida pelo maestro Ondrej Lenárd. Podem encontrar a letra aqui.

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Oportunismo sangrento

11 Agosto 2008 · Deixe um comentário

Foto © EPA / Zurab Kurtsikidze

Infelizmente temos de admitir que a situação na Geórgia não é totalmente surpreendente, mas sim o culminar de uma tensão que já existia à muito tempo.

De ambas as partes há, na minha opinião, um oportunismo político revoltante, uma vez que usa e abusa do teatro sangrento da guerra para propagandear bandeiras de força, poder e vitimização ao mundo. Em fundo vermelho começa este teatro a escrever aquilo que pode bem ser uma gigantesca tragédia real. De facto já está a sê-lo.

Parece-me estranho que o presidente da Geórgia horas depois de acordar tréguas com os separatistas da Ossétia do Sul decida dar o primeiro passo sabendo de antemão que a Rússia de Putin não iria ficar parada a assistir aquilo que acabariam por considerar uma agressão. Mikhail Saakashvili também sabia que só com as imagens grotescas de corpos de geórgianos conseguiria a atenção da União Europeia, dos Estados Unidos da Améria e da NATO que tanto anseia fazer parte. Seria uma boa manobra de aproximação! Bastava vitimizar o seu povo como se de cobaias se tratassem.

Fico apreensivo com aquilo que a Rússia poderá vir a fazer, pois saudosa do Exército Vermelho, a Geórgia acaba por ser o país “ideal” para uma lição de força devido à sua vulnerabilidade. Putin anseia por uma demonstração de poder bélico da sua “Russia Unida” e só podemos imaginar a ambição sangrenta deste ditador disfarçado numa altura que a guerra é cada vez mais uma certeza.

Para ajudar ao mapa político-estratégico, o actual presidente russo, Dmitri Medveded encontra-se numa fase de afirmação ao seu sucessor Putin e como qualquer delfim, quer dar razões de orgulho ao seu mestre e mentor político.

Com a questão energética na ordem do dia e a Europa com poucos recursos para poder banir sem tréguas as ofensivas russas devido à grande quota parte de energia fornecida pela mesma, basta-nos rezar para que algum iluminado na política europeia consiga mediar este confronto que se encontra no fio da navalha.

Sarkozy parte amanhã para Moscovo e Tiblisi. Será (de novo) ele a resposta?

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Frases da semana (e doutros tempos)

10 Agosto 2008 · Deixe um comentário

«Não parece ter sido muito feliz a intervenção, feita com pompa e circunstância, através das televisões, pelo sr. Presidente da República»

Mário Soares in Diario de Notícias – 05 de Agosto de 2008

 

«O Estatuto dos Açores foi aprovado sob pressão no final da sessão legislativa, ainda que por unanimidade, e contém disposições menos felizes»

Presidente Mário Soares em alocação ao país (Direito de antena) - Setembro de 1986

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