Desta feita deixo-vos com a opinião incisiva e crítica de José Pacheco Pereira sobre o mesmo tema no último programa “Quadratura do Círculo” na SIC Notícias.
PS: Prometo que não bato mais no “ceguinho”. Sobre este tema, claro!
Desta feita deixo-vos com a opinião incisiva e crítica de José Pacheco Pereira sobre o mesmo tema no último programa “Quadratura do Círculo” na SIC Notícias.
PS: Prometo que não bato mais no “ceguinho”. Sobre este tema, claro!
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Na sequência do artigo anterior convido-os a ouvir o programa de ontem da Antena 1 “O Sr. Comendador”, sobre a dinâmica de Sócrates na matéria e a diplomacia económica do Governo português. Imperdível!
PS: Gostei especialmente da coerência do Sr. Ângelo Correia. Notável de facto…
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Angola, Líbia e Venezuela são os mais recentes alvos daquilo que alguns já apelidaram de «política dos afectos». Eu chamo-lhe «A Política da Pequenez» porque penso ser este o substantivo mais adequado à figura vergonhosa do nosso primeiro-ministro, José Sócrates, nas recentes aparições públicas com os líderes destas três nações.
Cartoon de Pedro K. no jornal “Meia Hora” de 25/7/2008
Parece-me óbvio que Portugal tem de se esforçar por ter negócios com os países que lhe proporcionem melhores condições de suportar até ao humanamente possível as subidas dos preços dos combustíveis.
Não quero ser moralista e criticar simplesmente o facto de termos negócios com esta gente – entenda-se: seus líderes. Isso seria pura demagogia. Pura e simplesmente Portugal não se pode dar ao luxo de não ter quaisquer negócios com países cuja democracia é claramente inexistente.
José Eduardo dos Santos faz eleições quando quer e lhe apetece e nos últimos 20 anos tem-lhe apetecido pouco. O “Sr. da Tenda” de sua graça Muammar Kadhafi é um ditador em estado puro e o Sr. Hugo Chavez é um ditadorzinho disfarçado de socialista… quando a nuvem da derrota se aproxima amua, ameaça e trata de ganhar as eleições recorrendo a todos os meios legais e menos legais. Mas de facto “Não é dos piores” como fez questão de salientar Clara Ferreira Alves no último «Eixo do Mal».
Têm todos telhados de vidro e mais do que isso, mas uma vez que não somos polícias do mundo nem temos o dever moral de ser exemplo democrático para ninguém não nos enganemos: precisamos deles. Destes países e do apoio dos seus líderes, bem ou mal eleitos, designados ou auto-proclamados.
O meu problema com Sócrates não é esse. Mas nem por isso lhe confio destreza política nesta solução. Vejo-a como senso comum. É natural que queiramos comprar gasolina mais barata a estes renegados da democracia pois só com a ajuda deles podemos ter uma chance de negócios credíveis e com resultados a curto e médio-prazo.
Mas a forma infantil e enjoativa com que Sócrates brindou os seus novos parceiros de negócios foi absolutamente desmesurada. Os sorrisos de orelha a orelha, o brilhar dos olhos, os fogosos apertos-de-mão, causaram a todos os portugueses com um pingo de auto-estima uma certa azia. Recordo-me de ver o presidente de Angola de certa forma espantado com tamanha boa disposição de Sócrates quando no fundo se ia pura e simplesmente discutir negócios e parcerias. Não se tratava da assinatura de um tratado de paz depois de uma guerra sangrenta. Não se tratava de um qualquer pagamento de dívidas de Angola para com Portugal. “Porque raio está ele tão contente” parecia dizer o olhar intimidado de José Eduardo dos Santos.
Já Kadhafi aproveitou a boleia e abraçou-o uma, duas, três vezes. “Este gosta de mim…” parecia dizer inchado de orgulho e de rosto o “Sr. da Tenda”.
Cháves por sua vez dizia quase emocionado que não compreendia como um país com ligações tão próximas de Portugal esteve tão longe nos negócios durante tanto tempo. Parece que Sócrates até “fazia o frete” de aparecer em mais um poster de campanha d’El Presidente venezuelano, desta feita com autorização do nosso PM.
Parece mentira que alguém tão arrogante possa descer a um nível tão deprimente e que não se aperceba do vexame que causou aos portugueses que ainda são orgulhosos de ser democratas.
Com imagens tão inacreditáveis confesso que poucas foram as frases que me prenderam a atenção em todo este mistifório político, mas recordo de Sócrates ter feito esta magnífica apreciação:
«Venho aqui dar uma palavra de confiança a Angola no trabalho que o Governo angolano tem feito que é, a todos os títulos, notável.»
Onde está o Bob Geldof quando é preciso? Sócrates parece rogar por férias, pois o seu discernimento está completamente de rastos!
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Aqui vos deixo extratos da entrevista da jornalista Teresa Sousa a NICK COHEN publicada no caderno P2 do “Público” no dia 05 de Novembro de 2007, por ocasião da publicação em português do excelente “O que resta da Esquerda?” A entrevista é precedida de uma curta introdução:
O que resta da esquerda ou como a esquerda está sempre pronta a desculpar mais depressa Saddam e Osama do que George W. Bush. Entrevista com Nick Cohen, que acaba de lançar “O que Resta da Esquerda?” em Portugal
Em 2003, Nick Cohen, jornalista, colunista do “Observer” e colaborador da “New Statesman”, escreveu um livro que foi considerado a mais devastadora crítica ao New Labourde Tony Blair. De esquerda, entenda-se. Chamava-se “Pretty Straight Guys” e considerava os seus governos os mais absolutistas desde os Stuarts. Levantou uma gigantesca polémica. A mesma que agora provocou o seu último livro “What’s Left?”, publicado em Fevereiro e agora editado em Portugal pela Aletheia com o título “O que Resta da Esquerda?” É uma diatribe violenta contra a esquerda liberal britânica que… se opôs a Blair.
Incoerente? Não tanto, se soubermos que, em 2003, ele já considerava que a guerra contra Saddam fora das poucas coisas que Blair fizera bem, mesmo que nem sempre pelas melhores razões. O que ele tenta provar em 2007 é como a esquerda liberal britânica (e, de caminho, a das democracias ricas do Ocidente) perdeu qualquer sentido moral virando as costas às vítimas da opressão e do terror a não ser que essa opressão e esse terror possam ser assacados aos americanos. É implacável a desmistificar os Michael Moore e os Noam Chomsky da esquerda, mas deixa-nos perplexos quando argumenta que as suas ideias afectam hoje o mainstream liberal e não apenas as suas margens. Acusa a esquerda, de um modo geral, de estar sempre disponível para desculpar mais depressa Bin Laden, Saddam ou qualquer movimento obscurantista do que George W. Bush.
Ele próprio começou por criticar a guerra, para mudar de posição quando se interrogou sobre as gigantescas manifestações de Fevereiro de 2003 contra a guerra. “O Iraque é o único país árabe com um forte movimento de oposição democrática. E, no entanto, eu pergunto-me quantos dos manifestantes sabem sequer da existência dos dissidentes.”
O seu livro, como admite na entrevista ao P2, nasce desta interrogação. Extractos.
Em 2001 era contra a guerra do Afeganistão, contra Blair, contra Bush, como muita gente na esquerda. O que é que o fez mudar desta forma, ao ponto de escrever este livro que deixa a esquerda de rastos, quando as coisas estão mesmo a correr mal no Iraque?
Uma coisa peculiar. Durante a ditadura de Saddam, que se assemelhava em tudo ao fascismo, havia uma oposição que era perfeitamente conhecida pela velha esquerda europeia – os socialistas, os comunistas, os sindicalistas. O que me fez mudar foi a constatação de que a esquerda no Reino Unido, na Europa e na América não conseguia opor-se a Bush e, ao mesmo tempo, continuar a apoiar essas pessoas que, no Iraque, partilhavam os seus valores. A partir do momento em que se pergunta porquê, então temos de perguntar a seguir que valores são esses. Parece uma coisa insignificante, mas não é.
Os valores da esquerda?
Deus sabe os terríveis crimes que a esquerda cometeu no século XX, mas era boa na luta contra o fascismo. Bom, nem sempre, mas quase sempre. E o seu lado mais nobre era o internacionalismo, a solidariedade, a camaradagem. E eu perguntei-me: porque é que tudo isto desapareceu? Nunca consegui ver ninguém de esquerda dizer: esperem aí, porque é que não apoiamos as pessoas que, no Iraque, querem exactamente o mesmo que nós e que sofreram mais do que algum de nós pode sequer imaginar?
Depois, percebi uma coisa terrível: que as pessoas que são vítimas de movimentos extremistas e de regimes ditatoriais cujos actos não podem ser atribuídos à responsabilidade dos americanos passam a ter muito pouco apoio. Por exemplo, as feministas iranianas, os palestinianos secularistas, os sindicalistas chineses. É só quando o sofrimento das pessoas pode ser atribuído à América, ou ao Ocidente em geral, só nessas condições é que merece solidariedade.
O Iraque é um exemplo clássico disto que lhe estou a dizer. Nos anos 80, quando Saddam era aliado dos EUA, as pessoas em Londres reuniam-se, choravam, sofriam com o sofrimento dos iraquianos. No momento em que Saddam invadiu o Koweit e se tornou inimigo da América, foram-se todos embora.
O seu livro foi publicado em Fevereiro, precisamente no momento em que as pessoas, da esquerda ou da direita, que apoiaram a guerra estão a pensar se valeu a pena derrubar um ditador
Mas este não é um livro a favor da guerra no Iraque. E também não é sobre o Iraque. Cada vez que menciono a oposição à guerra digo que havia muito boas razões para o fazer e que quase tudo o que se disse na altura acabou por revelar-se verdadeiro Já lhe disse que a minha questão é outra.
Olhe, no Reino Unido, há uma maneira muito estranha de se descrever o que se passa hoje no Iraque. Diz-se que não sei quantas pessoas foram mortas num atentado, que uma bomba despedaçou um sindicalista, mas não se diz quem fez isso, quem pôs a bomba. Não se diz qual é a ideologia extremista que está por trás disso.
Tenta comparar o que aconteceu na Europa nos anos trinta com o que está a acontecer agora…
O que me interessou não foi o facto de parte da esquerda ter seguido Estaline. Foi ver como é que as pessoas de esquerda que eram contra o fascismo acabaram por estar ao lado de Hitler. Quando se passa a vida, tendo ou não razão, a denunciar a nossa própria sociedade e os seus abusos, fica-se quase sem defesa para compreender como o totalitarismo é mil vezes pior. Dizia-se: “O Hitler é um nazi mas o Churchill é um fascista.” Hoje vimos este tipo de raciocínio todos os dias. “OK, os taliban e a Al Qaeda são horríveis, mas os Abu Ghraib, os Guantánamo são a mesma coisa.”
Pensa que o maior problema dessa esquerda que critica é não gostar da democracia liberal?
É parte do problema. Mas creio que é mais profundo do que isso. O socialismo acabou e era o socialismo que definia a esquerda desde o final do século XIX até ao final dos anos 80. E o que acontece a seguir? De alguma maneira, isso liberta as pessoas para seguir qualquer tipo de ideias e também torna muito mais fácil ser de esquerda. Porque, verdadeiramente, não é preciso acreditar em nada de positivo. Antes, era preciso acreditar num programa positivo. Sou de esquerda porque acredito que os bancos devem ser nacionalizados em Portugal, por exemplo. Agora já não é preciso acreditar em nada disto. O que eu digo é que a esquerda liberal, do mainstream, traiu todos os seus princípios.
É esse salto que não compreendo no seu livro. A sua crítica concentra-se em fenómenos marginais. Mas o Fahrenheit 9/11 de Michael Moore não convence ninguém que seja normal. Noam Chomsky não tem assim tantos adeptos. Isso não é significativo do pensamento da esquerda liberal.
O que tento fazer é mostrar como algumas ideias que começaram na extrema-esquerda, que nasceram dos restos do socialismo, nos movimentos trotskistas, anarquistas, anti-globalização, nas franjas como você diz, se transformaram em ideias comuns do maisnstream liberal.
Foi um crítico duro de Blair e do New Labour. Mas quando se chega ao fim do seu livro somos obrigados a perguntar porquê. Ele foi internacionalista, quis derrubar um ditador terrível, defendeu os valores das nossas sociedades com tenacidade. Nada disso tem a ver com a esquerda?
Agora, estou menos crítico, é verdade. Mas tem razão, era crítico. Perguntava-me quando é que as pessoas iam erguer-se contra aquilo que ele estava a fazer no Reino Unido. E, afinal, as pessoas só se ergueram contra ele quando ele quis derrubar um regime totalitário. A partir daí, você tem de começar a fazer algumas perguntas.
O problema com Blair era o que acontece normalmente com líderes muito fortes. As pessoas que os rodeiam acham que não se pode discordar de uma parte sem discordar de tudo e isso torna-as dogmáticas.
Não acha, pois, que o New Labour seja uma forma moderna de esquerda?
(Pausa longa) Se eu fosse um conservador, chamar-lhe-ia assim. Mas eu não sou. É uma forma de gerir a globalização e tentar encontrar algum dinheiro dos impostos para gerir o Estado de bem-estar. O que perdeu, o que o Labour deixou cair, foi o sentido de missão, de fé.
É pragmático. Isso é mau?
Não estou a dizer que seja errado. Estou a dizer que não é reconhecível no que era a esquerda, que é diferente da esquerda do século XX, que tinha esse zelo, essa fé quase religiosa no progresso. Isso desapareceu porque foi descredibilizado pelo comunismo e também pelo sucesso do capitalismo global em tirar muita gente da pobreza. E isso deixa nas pessoas, que na Europa votam sem estados de alma nos partidos pragmáticos sociais-democratas, um vazio espiritual que pode ser facilmente ocupado por ideias negras e perigosas, essas que vêm dos extremos.
A integração dos imigrantes, as sociedades multiculturais… A esquerda também, do seu ponto de vista, não está a saber responder a isto?
Num certo sentido, o meu livro é sobre isso. As mulheres muçulmanas que vivem na Europa, por exemplo, deviam poder contar com o apoio da esquerda para se poderem emancipar. Mas, por causa do dogmatismo sobre o multiculturalismo, não podem. É a esquerda que hoje lhes diz: isso é a vossa cultura. E qualquer pessoa que se lembre de criticar essa cultura em termos mais duros é logo acusada de ser islamofóbica e racista.
Mas não lhe parece que a sua crítica é demasiado generalizada? Há intelectuais liberais no seu país que sabem perfeitamente fazer as distinções essenciais. Garton Ash, por exemplo…
Sim? Não sabia que Timothy Garton Ash criticou duramente Ayaan Hirsi Ali [a deputado holandesa de origem somali], quando ela escreveu um livro a defender os valores do iluminismo e o feminismo? Não sabia? Os principais ataques a Hirsi Ali não vieram dos conservadores, vieram dos liberais como ele. Quando são confrontados com uma mulher que precisa de guarda-costas para sair de casa porque defende os direitos das mulheres e o direito a escolher a sua fé, a mudar de fé, a não ter qualquer fé, sentem-se desconfortáveis. Penso que se colocaram numa atitude que anda próxima do racismo ao considerarem que os direitos dela são diferentes dos de qualquer mulher branca emancipada que viva em Lisboa ou em Londres só porque tem pele escura e é da Somália ou do Irão, oriunda de uma cultura diferente.
O que sobra para a esquerda então, para além da protecção do ambiente como você refere?
No livro, recuo 100 anos para os socialistas e intelectuais do início do século XX, que hoje diriam que ganharam quase tudo. Essa é uma parte do problema. Actualmente, ser de esquerda significa apoiar o Estado de bem-estar e as instituições públicas. E, temo, ser anti-americano. Não sei como é que as coisas vão avançar a partir daqui. Mas quero acreditar que o lado melhor da esquerda, o seu lado emancipador, volte a existir.
Para além disso, essa ideia do New Labour de saber como é que preservamos essa democracia social que faz a civilização europeia num mundo globalizado é interessante.
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«Na América latina eu tenho como herói o Lula»
António Costa in “Quadratura do Círculo”
«Tomáramos nós termos amigos como o (Hugo) Chávez! Não é dos piores (…) deviamos agradecer»
Clara Ferreira Alves in “Eixo do Mal”
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Foi com um cordial aperto de mão que o Rei Juan Carlos e o Presidente Hugo Chávez selaram o seu primeiro encontro após o incidente do «por qué no te callas?», na cimeira Ibero-americana em Santiago do Chile.
Chávez estava particularmente bem disposto quando chegou à residência de Verão dos monarcas espanhois… uma hora depois do previsto. Que conveniente!
Depois de uma breve conversa durante a recepção, que não durou mais de 4 minutos, Chavés comparou a ilha mediterrânica às Caraíbas e depois de fazer menção ao calor abrasador chegou mesmo a convidar o Rei:
Porque não vamos à praia?
Diplomacia, a quanto obrigas?…
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Recebi à pouco por email e não resisti:
O benfica anunciou no seu site oficial que ira mudar o seu emblema. Assim, mudará a velhinha aguia pelo elefante do Jumbo. Desta forma, mostrará a grandeza do clube, as orelhas do presidente e as trombas do 6 milhões de benfiquistas, pelo FCP ir à Liga dos Campeões.
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Segunda-feira passada fiz 7 anos de casado! Quem pode aguentar 7 anos casada com este idiota? É uma pergunta pertinente, que sinceramente também não sei responder.
Desisti de tentar perceber porque D’us me havia presentiado com esta benção definitivamente não merecida. Mas descobri que existem coisas que vão além do entendimento humano. Coisas más e coisas boas.
Também me é difícil expressar o quanto esta mulher de valor significa para mim. O poema “Eishet Chayil”, lido pelos homens judeus em casa na entrada do Shabat é provavelmente a melhor forma de expressar esse contentamento pela fortuna de partilhar a sua vida em todos os aspectos – para além de lavar a loiça no dia seguinte, claro! O poema diz no início:
Uma Mulher de Valor, quem pode encontrar? É mais preciosa que os corais. Seu marido deposita sua confiança nela e só assim acolhe seu proveito.
Mas correndo o risco sério da originalidade resta-me prestar uma homenagem sincera, idiota, pessoal (mas transmissível) a alguém que merece o quádruplo do que alguma vez lhe poderei providenciar nesta vida.
Assim escrevi um pequeno ensaio partindo do princípio que mesmo que eu fosse outra pessoa o seu valor será sempre o mesmo. Inestímável! Dei-lhe o nome “Não te trocava…” Aqui vai:
“Se eu fosse o Joe Berardo não te trocava pelas acções do BCP; Se eu fosse a Ana Drago não te trocava pela por uma cópia autografada d’ “O Capital” do Karl Marx; Se eu fosse um taliban não te trocava por 1.000.000 de camelos; Se eu fosse o Paulo Portas não te trocava por pilhas de fotocópias; Se eu fosse o Cristiano Ronaldo não te trocava pelo Real Madrid; Se eu fosse uma reformada não te trocava por uma foto autografada do Tony Carreira; Se eu fosse eu não te trocava por nada…”
PS: Desenganem-se se acham que ela é perfeita. Ainda não é de direita!
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«Quando todos gritam contra a discriminação, alguém se lembra que é discriminação entregar uma criança à adopção por homossexuais? A adopção é, na verdade, a agenda escondida por trás da insistência no nome ‘casamento’ para essas uniões»
Excerto de um artigo de opinião de Henrique Monteiro no jornal Expresso em 19/07/2008 que pode ler na integra aqui
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Os cultos ou seitas são um fenómeno cada vez mais enraizado nas sociedades democráticas. Aproveitando-se da liberdade religiosa e liberdade de expressão conseguem defender o irracional ao extremo como dizer que a SIDA é curada na igreja x ou no templo y e a lei pouco pode fazer para demover as pessoas de acreditarem em demagogos que vêem a salvação da alma como um negócio.
Mas se as seitas religiosas são um fenómeno relativamente fácil de identificar existe um que se consegue disfarçar por entre uma panóplia de demagogias e manobras de “aversão” à religião. Dou-lhe o nome de o “Culto do Liberalismo”. Isto é, o culto ao extremismo-liberal.

Não defende uma doutrina ou dogma a um deus supremo, mas sim a adoração da mudança constante e anárquica. Uma sociedade perfeita é uma sociedade céptica e ateia e como tal deve ser erradicada da face da terra qualquer ligação do Homem com o Criador. Só aquilo que podemos provar é real e só aquilo que é visível tem lugar a reconhecimento.
Este culto não se faz rogado para recrutar fieis e tem como seu maior alvo a juventude idealista e insubordinada que é por si usada para pôr em prática o seu programa de restruturação da nova sociedade. É sedenta de poder e incute nos fieis a necessidade do exterminio de todos os valores da ética e moral reconhecidos até hoje como os valores bíblicos. Hoje em dia estes valores são vistos como rudimentares e ultrapassados.
Mesmo os valores de liberdade, ambientalismo, profilaxia que são universalmente tidos como bons e salutares fazem questão de os levar ao límite adulterando-os com o extremismo. A forma como assuntos da reciclagem, do uso do preservativo, dos direitos humanos, o direito da mulher e das famílias alternativas são debatidos à exaustão não servem para resolver problemas mas para incitar o ódio aos mais pragmáticos e conservadores.
Este progressimo revolucionário da defesa do “Culto do Liberalismo” pretende o irradear das identidades e transformar o Ser Humano num Ser sem diferenças e sem convicções religiosas.
Um dos seus maiores sacerdotes é o zoologo e etólogo britânico Richard Dawkins. A sua bandeira de batalha é a luta anti-religião que propaga a cada palestra e aparição pública. Defende intrasigentemente os valores que tem para si como fundamentais; o ateísmo, o cepticismo e o humanismo. Os seus livros são vulgarmente propagandeados pela extrema-esquerda como podem ver no exemplo: clique aqui e servem como guias doutrinários nestas organizações. Defensor acérrimo da teoria de Darwin não aceita qualquer relação contígua da ciência com a religião. Eis um exemplo do seu fundamentalismo:
«As pessoas gostam de dizer que Fé e Ciência podem conviver, mas não concordo. São coisas totalmente opostas»
Um exemplo claro da irresponsabilidade desta frase é a relação entre ambas pelo grande codificador da Lei Judaica (Halachá), o rabino espanhol Moshê Ben-Maimon (Maimonides, ou simplesmente: O Rambam) que para além de irudito em jurisprudência legal judaica era um médico brilhante, requisitado pelos reis e líderes da sua era.
Não podemos descurar que o papel da religião na história do mundo não é inteiramente amorável, mas lembro que 3 dos grandes monstros da história moderna eram ateus: Hitler, Estaline e Mao. São exemplos de que a religião não pode ser considerada inimiga da paz e exclusiva responsável da guerra. Quem não se recorda do oficial chinês que no filme “Sete anos no Tibete” defere um aterrador:
«religion is poison»
Este culto defende o mesmo, que a religião é um veneno… e eles o seu antídoto.
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